A última mídia?

 

Quando nos contam uma história nossa mente a interpreta de acordo com o repertório e experiências pessoais, isso vale para qualquer mídia, ao escutar uma música, assistir uma peça teatral ou ver um filme. Toda informação recebida é interpretada a partir de referências individuais e jamais chegarão próximo do que é ou foi de fato a experiência real daquilo que é contado. E é nesse sentido que a realidade virtual é uma mídia revolucionária.
Todas as mídias já desenvolvidas até então estiveram presas a formatos preestabelecidos desde seu surgimento e dessa maneira nosso envolvimento com o que era mostrado/contado sempre esteve de alguma maneira limitado. A possibilidade de ambientes realmente imersivos onde não só ouvimos ou vemos acontecer a ação como também fazemos parte dela aumenta consideravelmente a relação que estabelecemos com o que acontece. É finalmente a quebra da barreira digital.
Nesse sentido é que Chris Milk, em palestra no TED 2016, fala de suas primeiras experiências audiovisuais na infância ao usar pela primeira vez fones de ouvido para escutar música, da busca constante por gerar experiências mais reais, humanas e emotivas nos espectadores com seus vídeos musicais e de como as novas ferramentas tecnológicas resignificam a relação do corpo com a máquina, com a tecnologia e com o outro a partir das experiências possíveis em realidade virtual. A isto – a real imersão do usuário no ambiente/clima/história em ação – Milk chama de última mídia, o último grau possível que separa a realidade da simulação.
“A música me levou por um caminho de busca por algo que parecia inatingível por um longo tempo. Agora, milhões de crianças já tiveram a mesma experiência formativa na sua infância que eu tive na minha [relacionando os fones de ouvido da sua infância com a realidade virtual de agora]. Mas acho que esta supera. Vamos ver aonde isto vai levá-los.”
Chris Milk

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