O potencial tecnológico e de inovação da cidade de São Paulo

 

O estado mais populoso do país e um dos três mais populosos da América Latina, São Paulo foi sempre foco de grandes empresas, lançamentos e investimentos. A busca constante por inovação fez com que desenvolvimento econômico, tecnológico e crescimento populacional (de nativos e imigrantes) fossem sempre presentes na história do estado que é a referência latina mais forte que temos do famoso Vale do Silício – o polo tecnológico norte-americano criado a fim de produzir inovações científicas e tecnológicas para o mundo.
Apesar de todo potencial humano e tecnológico da cidade ainda lhe faltavam espaços onde todo esse conteúdo pudesse de fato ser trabalhado e colocado em prática, e foi exatamente esse o diferencial do setor nos últimos anos. Um significativo boom de startups e desenvolvedores de tecnologia dentro e fora do mundo digital se desenvolve em São Paulo e algumas iniciativas – públicas e privadas – tentam acompanhar e dar suporte a tamanha demanda.

 

 Para que novas ideias e projetos se desenvolvam alguns estudos sobre ambientes de inovação defendem que são necessárias que existam cinco variáveis em uma cidade: acesso a talento, acesso a capital, cultura empreendedora, ambiente regulatório e densidade.  E é essa densidade que foi adquirida em São Paulo através do surgimento dos diversos espaços de desenvolvimento de projetos de tecnologia, inovação e negócios de forma geral. Fabio Pripas, diretor da Cubo, afirma que “O Vale do Silício só é o Vale do Silício porque esses encontros acontecem todos os dias em todos os momentos, seja no café, na universidade, na rua, ou em qualquer lugar. Isso realmente faz a diferença. Por mais que o mundo seja digital, nada substitui o encontro cara a cara, o encontro entre pessoas”.
Um dos mais recentes e significativos espaços de criação e desenvolvimento de negócios que a cidade de São Paulo ganhou nos últimos anos foi o Google Campus. Além dele existe o espaço Cubo (criado pelo grupo Itaú Unibanco) – um amplo espaço para coworking, workshops e treinamentos. Em 2014 a Prefeitura de São Paulo lançou o TechSampa – um projeto que seleciona 10 startups de mobilidade urbana para desenvolver ideias no espaço MobiLab  de coworking por três meses. E em 2015 a prefeitura paulistana criou também as Fab Labs – 12 espaços em São Paulo onde estão disponíveis diversos esquipamentos, como: impressoras 3D, cortadoras a laser, computadores com software de desenho digital, ferramentas de eletrônica, robótica, marcenaria e mecânica, para livre uso pela população através de agendamento.
A cidade de Campinas também adquiriu grande destaque quando há alguns anos a revista Wired a classificou como um dos maiores núcleos de tecnologia de ponta de todo o Hemisfério Sul, também por conta da Ciatec (Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas), uma empresa municipal de economia mista.
Podemos estar ainda bem distantes de ser ou representar ao mundo da tecnologia o que hoje é o Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas se há um caminho para se aproximar disso ou ao menos construir um universo tão fértil e grandioso em termos de inovação, certamente a cidade de São Paulo está nele.

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